Ontem (5), o ministro dos Transportes da Rússia, Andrei Nikitin, e o vice-primeiro-ministro, Alexei Overchuk, sugeriram que o Brasil e a Rússia voltem a ter voos diretos. As declarações aconteceram durante os encontros oficiais entre autoridades russas e brasileiras em Brasília.
Nikitin afirmou que a Rússia pode oferecer condições para as empresas aéreas brasileiras operarem no país e que a volta dos voos depende do Brasil, uma vez que os russos estão preparados para a implementação das operações. Overchuk, por sua vez, comentou que ambos os países possuem um ótimo potencial turístico e que, em 2025, 30 mil turistas russos visitaram o Brasil.
O voo direto entre os países, no entanto, teria complexidades. Desde a invasão da Rússia na Ucrânia, empresas aéreas russas estão sancionadas de voarem no espaço aéreo europeu, o que geraria grandes desvios ou a adição de escalas, tornando a rota provavelmente inviável ou pouco atrativa. O lançamento da linha poderia também refletir em sanções de outros países ao próprio Brasil, algo que foi reconhecido pelo ministro dos Transportes da Rússia.
Décadas atrás, a Aeroflot voou regularmente para Guarulhos e para o Rio de Janeiro.




Uma resposta
Sanções que no final das contam atrapalham mais os planos dos viajantes do que surtir resultados políticos verdadeiramente relevantes.