Relembre a rápida vida da Air Vias Brasil

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Relembre a rápida vida da Air Vias Brasil
Foto: Arquivo Flap

Na década de 90, o Brasil viu diversas empresas aéreas surgirem, isso por conta da desregulamentação do transporte aéreo no país, e a Air Vias Brasil foi uma delas.

Fundada em 1993, a companhia surgiu focada em voos fretados e charter, algo até então novo no Brasil, e iniciou suas operações em dezembro do mesmo ano, com um Boeing 727-200 em sua frota: o PP-AIV. Os primeiros voos ligavam São Paulo e o Rio de Janeiro com cidades como Maceió, Natal, Fortaleza e Porto Seguro. O segundo trijato, o PP-AIW, foi incorporado em fevereiro do ano seguinte. Um 727 era configurado com 165 assentos e o outro com 182.

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Foto: Arquivo Flap

Ainda em 1994, a Air Vias recebeu um Douglas DC-8-62H ex-Hawaiian Airlines, que voou na aérea brasileira com a matrícula N8969U, e mais um 727-200, o PP-AIU, que acabou não chegando a usar essa matrícula e manteve a norte-americana N502AV. Com as duas “novas” aeronaves, a empresa ampliou sua gama de destinos e passou a realizar voos charters também para St. Maarten, Isla Margarita, Curaçao, Cancún, Montego Bay, Aruba e Barbados.

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Foto: Arquivo Flap

A companhia fechou 1994 com 159.540 passageiros transportados. No final daquele ano, a Air Vias ganhou autorização da FAA para realizar voos para os Estados Unidos e, no ano seguinte, realizou algumas viagens para lá.

A empresa planejava incorporar temporariamente um Boeing 757, mas acabou não se concretizando. Em 1995, a imagem da companhia, que chegou para revolucionar o mercado,  já estava manchada: cancelamentos e atrasos frequentes somados às condições de suas aeronaves afastavam os passageiros da companhia. Diversas manchetes de jornais reportavam os constantes problemas, como voos de São Paulo para Maceió que chegou a durar 27 horas por conta de panes.

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Foto: Arquivo Flap

Ainda em 95, a Air Vias fez um acordo com a TABA para a utilização compartilhada dos Boeing 727, onde a TABA os utilizava em voos regulares nos finais de semana. A parceria entre as empresas balançou o mercado local e a TAM chegou a enviar cartas ao DAC reclamando da operação do 727 na rota Brasília-Pampulha. Também em 1995, em junho, a Air Vias anunciou uma parceria com a norte-americana TWA, mas as coisas realmente já não estavam boas.

Meses depois, em novembro daquele ano, a empresa paralisou suas operações e encerrou sua curta vida.

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Uma resposta

  1. Voei em 1995 para St. Marteen. Correu tudo bem, de GRU até lá com escala em Manaus. Comissárias esfirçadas e simpáticas com uniformes não padronizados. Em Manaus o piloto anunciou que a escala seria rápida e teria sido caso o pessoal do aeroporto não atrapalhasse ignorando e puxando apenas os aviões das companhias tradicionais. O piloto até desabafou com os passageiros “Assim não dá! Passaram na frente vários aviões e nada de levar o 727-200 surrado, branco e sem ia identificação da Air Vias. Tudo muito amador, mas bem simpáticos. Bem melhor que a SkyJet que na mesma época fazia Isla Margarita e San Marteen onde o pessoal ficou uma semana a mais na Venezuela com o DC10 aguardando peças para prosseguir…

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