Hoje, 25 de fevereiro, completam-se 60 anos da primeira decolagem do Douglas DC-9.
Os estudos para o projeto se iniciaram na década de 50, quando a fabricante norte-americana buscava uma aeronave de menor porte para mercados de menor demanda e que também completasse o DC-8. Após alguns designs elaborados, ficou decidido seguir com o Model 2086, que posteriormente foi batizado de DC-9.

O anúncio oficial aconteceu em 1963 e, na sequência, o projeto ganhou uma encomenda da Delta Air Lines, que fez um pedido de 15 unidades. Em janeiro de 1965, o jato acumulava 58 pedidos firmes somados a 44 opções de compra. Para equipar seu novo modelo, a Douglas selecionou os sinfônicos motores JT8D.
Era uma quinta-feira, 25 de fevereiro de 1965, quando o DC-9 de registro N9DC decolou às 11h26 (local) de Long Beach, marcando assim a primeira decolagem do modelo. Nos comandos, George R. Jansen e Paul H. Patten como pilotos de teste, acompanhados pelo engenheiro de voo Duncan Walker. A operação durou 2h13min e o bimotor pousou na Base Aérea de Edwards (EDW), onde os testes continuaram.
A Series 10 do DC-9 foi certificada pela FAA em 23 de novembro de 1965 e a entrada em serviço aconteceu em seguida, com a Delta Air Lines, em 8 de dezembro do mesmo ano.

O modelo ganhou novas variantes: Series 20, 30, 40 e 50. Veja mais detalhes:
- DC-9 Series 20
- primeiro voo: 18/9/1968
- cliente lançador: SAS – Scandinavian Airlines
- entrada em serviço: janeiro de 1969
- DC-9 Series 30
- primeiro voo: 1/8/1966
- cliente lançador: Eastern Airlines
- entrada em serviço: fevereiro de 1967
- DC-9 Series 40
- primeiro voo: 28/11/1967
- cliente lançador: SAS – Scandinavian Airlines
- entrada em serviço: março de 1968
- DC-9 Series 50
- primeiro voo: 17/12/1974
- cliente lançador: Eastern Airlines
- entrada em serviço: agosto de 1975

Em algumas séries, como por exemplo a 30, ainda surgiram subvariantes: -31, -32, -33 e -34. Ao todo, 976 exemplares da família DC-9 foram entregues, com destaque para a Series 30, que foi a com mais unidades produzidas.
Atualmente, restam poucos ativos, com alguns poucos operadores espalhados pelo mundo, em países como Estados Unidos, Tajiquistão, Quênia e México.
Você chegou a voar no DC-9?



