Completando hoje 30 anos desde sua primeira decolagem, o ERJ-145 foi um grande sucesso ao redor do planeta e foi peça fundamental para a Embraer se reerguer.
No início da década de 1990, a Embraer enfrentou um período conturbado. A fabricante ainda era estatal e o país também passava por uma turbulência.
Até então a Embraer havia dois modelos em seu portfólio de aeronaves comerciais: o EMB-110 Bandeirante, o pioneiro da indústria brasileira, e o turbo-hélice EMB-120 Brasília. Ambos foram exitosos no mercado regional e, durante o Paris Air Show de 1989, foi anunciada a grande novidade da fabricante: o ERJ-145. O plano era para uma aeronave a jato, nos moldes do EMB-120, mas com fuselagem alongada e com capacidade para até 50 passageiros. No projeto inicial, a aeronave foi revelada com motores embaixo das asas, contudo, o programa passou por revisões e, em 1991, foi relançado com as alterações, entre elas, os reposicionamento dos motores na seção traseira. O motor escolhido para equipar foi o AE-3007A da Rolls-Royce.

Em 1994, a Embraer foi 80% privatizada (20% restantes eram do governo) e, no ano seguinte, o novo jato da fabricante voou pela primeira vez. Era uma sexta-feira, 11 de agosto de 1995, quando o protótipo de registro PT-ZJA decolou de São José dos Campos, marcando o primeiro voo do modelo. A partir daí, iniciou-se a campanha de testes, que somou cerca de 1.300 horas usando três aeronaves: PT-ZJA, PT-ZJB, PT-ZJC e PT-ZJD.
A entrada em serviço comercial aconteceu em abril de 1997 e a ExpressJet Airlines (Continental Express) foi a cliente lançadora do ERJ-145.
O jato se tornou um sucesso comercial e, logo, novas variantes foram lançadas com maior alcance, como o ERJ-145ER, LR e XR, ou com maior peso máximo de decolagem, como o ERJ-145EU (mercado europeu), EP e LU, bem como versões militares, como o EMB 145MP/ASW para patrulha marítima, e novos modelos baseados jato, como o ERJ-135 e ERJ-140 (ambos menores), criando assim a família ERJ.
Entre 2002 e 2016, os jatos foram produzidos na China em parceria com a Harbin Aircraft Industry Group. Empresas como a China Southern e a Tiajin voaram com os ERJ.
Ao todo, somando todas as versões, os Embraer Regional Jets acumulam 1.240 unidades produzidas e o sucesso dos modelos colocaram a Embraer novamente num rumo de crescimento. No Brasil, somente a Rio-Sul (16 exemplares) e a Passaredo (16 exemplares) voaram comercialmente com o ERJ-145. A Força Aérea Brasileira opera o modelo atualmente com as versões VC-99, C-99 e E-99.
American Eagle, JSX, United Express e Airlink estão entre as maiores operadoras comerciais atuais da família dos ERJ.
Todas as fotos: Acervo Flap
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Uma resposta
Voei de CAMPINAS para SDU, de CAMPINAS para BH PANPULHA e vice e versa !!!! amava esse avião alem do serviço de bordo que era top na época !!! Tempo bom que não volta mais!!!