A partir de hoje (1) pousar e decolar do Aeroporto Carlos Prates, situado na região Noroeste de Belo Horizonte, não é mais permitido. O governo federal determinou o encerramento das operações no local e a gestão do espaço fica agora com a prefeitura da capital.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, esteve em Brasília nesta semana com a tentativa de postergar em 6 meses o fechamento do aeroporto, no entanto, o governo federal negou o pedido.
O principal motivo para o fechamento do local foi a pressão dos moradores da região, que estavam preocupados com acidentes. Do outro lado, os funcionários e proprietários de hangares, escolas de aviação e centros de manutenção, agora estão sem qualquer perspectiva.
“Acabou o nosso trabalho, acabou tudo. Não somos como uma empresa que pode simplesmente sair de um lugar e alugar outro. Para uma aeronave pousar, ela precisa de aeroporto. Para nós, não vale a pena começar tudo de novo, do zero”
Claudio Jorge Silva, proprietário da Claro Aviação
Dezenas de aeronaves deixaram o aeroporto nos últimos dias em uma missão de esvaziamento e acabaram indo para outros aeroportos mineiros, como o da Pampulha, que se encontra lotado.
O fechamento do Carlos Prates resultou em cenas tristes nos últimos dias: aeronaves ainda presas no aeroporto, fim de empresas e centenas de desempregados.




Uma resposta
O Brasil é um dos únicos lugares do planeta em que os Aeroportos são inimigos da sociedade, quando em outros como os EUA, se fomenta a abertura de aeroportos que trazem riqueza para os locais. Triste mesmo isso no país de Santos-Dumont. O Aeroporto já existia, vem a cidade e o cerca e quem tem que sair é o aeroporto!!!