Dia do Aviador: conheça cinco de vários aviadores que marcaram a história da aviação

Em 23 de outubro é comemorado o Dia do Aviador aqui no Brasil. Alguns não sabem, mas neste exato dia, em 1906, Alberto Santos-Dumont voou por uma distância de 60 metros a 2 metros de altura, o bastante para a humanidade olhar para cima e para o futuro de forma diferente.

Para celebrar esta data tão importante, não só para os aviadores, como também para os entusiastas da aviação, selecionamos cinco dos vários aviadores que marcaram a história dos aviões:

  • Charles Lindbergh

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Foto: via History Channel

Nascido na cidade de Detroit, em 1902, o norte-americano Charles Lindbergh faz parte da lista dos aviadores pioneiros que se desafiaram e desbravaram a aviação em uma época em que ela ainda “engatinhava”.

Lindbergh aprendeu a pilotar aeronaves em 1922 e começou sua carreira na aviação como um barnstomer. O termo se refere aos aviadores que viajavam pelo país fazendo acrobacias e vendendo voos de lazer. No ano de 1924, ele se juntou a Força Aérea Norte-Americana, mas logo voltou para a aviação civil pois naquele momento a Força Aérea não estava necessitando de mais pilotos. Ele passou a voar regularmente entre Chicago e St. Louis fazendo um leva e traz de correspondências.

Naquela época, alguns aviadores já haviam cruzado o Atlântico entre a Europa e a América do Norte, mas com paradas no caminho. Ousado, Lindbergh estava decidido que cruzaria o então imenso oceano sem escalas. A empresa Ryan Airlines adaptou um de seus aviões Ryan M-2 para o voo de Lindbergh, com uma fuselagem mais extensa, uma asa mais longa e suportes extras para comportar mais combustível. A aeronave foi batizada de Spirit of St. Louis.

No dia 20 de maio de 1927, Charles Lindbergh decolou de uma pista de lama em Long Island, próxima de Nova York, para uma aventura que mudaria a sua vida e marcaria a história da aviação. O voo até Paris duraria mais de 33 horas e para mantê-lo acordado, Lindbergh deixou as janelas do avião abertas para sentir o vento e a chuva.

No dia seguinte (21), Lindbergh pousou no Aeroporto de Le Bourget, na capital francesa, concluindo a etapa desde os Estados Unidos e se tornando a primeira pessoa a realizar o feito de cruzar o Atlântico Norte sem paradas. Mais de 150 mil pessoas o aguardavam e ele se tornou uma celebridade quase que instantaneamente. De volta a Nova York, ele foi recebido em uma passeata com mais de 4 milhões de pessoas e foi premiado pela conquista. Na data do voo ele tinha 25 anos de idade.

Após o feito, Lindbergh voou com o Spirit of St. Louis por várias cidades norte-americanas e mexicanas e também atuou durante a Segunda Guerra Mundial em defesa dos EUA. Ele ainda chegou a viver na África e nas Filipinas e faleceu no ano de 1974 na ilha de Maui, no Havaí.

Hoje, o Spirit of St. Louis permanece intacto em exposição no National Air and Space Museum em Washington, D.C.


  • Sir Charles Kingsford Smith

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Nascido na cidade de Brisbane em fevereiro de 1897, Charles Kingsford Smith foi educado em Vancouver, durante o período em que viveu no Canadá com sua família e posteriormente, em Sydney, quando regressou para a Austrália, em 1907. Ao completar seus 18 anos, ‘Smithy’ se alistou à Primeira Força Imperial Australiana (1st AIF), que havia sido formada em 1914 seguindo a declaração da Grã Bretanha de guerra contra a Alemanha. Anos mais tarde, em 1921, a AIF se tornou a Royal Australian Air Force.

Charles serviu no Egito, Turquia e França como mensageiro militar e sapador antes de ser transferido para a Australian Flying Corps. Em 1917, ele completou o treinamento para atuar como piloto e não demorou muito para suas habilidades de voo serem reconhecidas. Em seu primeiro mês, ele derrubou quatro aeronaves inimigas. Ele chegou a ser ferido e abatido durante um combate, mas isso não o impediu de continuar como piloto e ser premiado como Military Cross por conta de sua dedicação ao trabalho e valentia. Posteriormente ele se tornou instrutor de voo.

Em 1921, Charles voltou ao seu país natal e antes de ingressar em sua primeira linha aérea, a Western Australian Airways, ele realizou voos de lazer e fez parte de um time de acrobacias. Enquanto trabalhava pela companhia, Smith começou a pensar em um plano bastante fora da caixa e ousado para aquela época: cruzar o Oceano Pacífico em um avião. Após conseguir juntar o dinheiro que precisava, “Smithy” comprou duas aeronaves Bristol.

Em Sydney, Kingsford Smith conheceu Charles Ulm, um piloto que também tinha experiências em negócios e juntos eles fizeram um voo pela Austrália em 10,5 dias. Posteriormente, ambos foram aos Estados Unidos em busca da aeronave ideal para a aventura pelo Pacífico que eles estavam desenvolvendo. Eles adquiriram um Fokker de um outro piloto australiano, Sir Hubert Wilkins, que era conhecido por realizar voos no Ártico, e batizaram sua nova aeronave de “Southern Cross“.

No dia 31 de maio de 1928, Smith e Ulm, juntos com Harry Lyon e J. Warner, dois americanos que vieram para completar a tripulação e eram responsáveis pela navegação e contato de rádio respectivamente, iniciaram o primeiro voo transpacífico. O quarteto partiu de Oakland, na Califórnia, e cumpriu um primeiro trajeto até Honolulu, no Havaí. Depois, os quatro voaram até Suva, nas ilhas Fiji, em um voo de 33 horas sobre o Oceano Pacífico em condições hoje jamais imaginadas: sem auxílios para navegação, sem rádio e sem nenhum aeroporto de alternativa caso precisassem pousar por conta de algum imprevisto ou problema com a aeronave. O último trecho foi entre as Ilhas Fiji e Brisbane, na Austrália, onde pousaram em segurança, no dia 08 de junho.

Kingsford Smith se tornou um herói em seu país natal e junto com seu companheiro Charles Ulm a bordo do “Southern Cross” bateram mais recordes, como um voo em que eles cruzaram todo o território australiano sem realizar escalas e outros trajetos pela tempestuosa ilha da Tasmânia e também para a Nova Zelândia.

Em 1929, os aventureiros deram sequência nos planos de dar a volta ao mundo em seu Fokker, mas eles foram obrigados a realizar um pouso não programado no noroeste da Austrália por conta de fortes tempestades e foram considerados desaparecidos. O caso atraiu a atenção do público e eles receberam acusações de que teriam ‘falsificado’ o desaparecimento como forma de se promoverem. Um inquérito foi aberto e ambos foram exonerados pelo público. O fato não os impediu de decolarem novamente em junho e realizarem o trajeto entre a Austrália e a Inglaterra em 12 dias e 18 horas. Um ano depois, a dupla completou a volta ao mundo após cruzar o Atlântico em um voo partindo da Irlanda para Nova Iorque e finalizando na Califórnia.

Os feitos não acabariam por aí! Em um voo agora solo, “Smithy” quebrou seu próprio recorde e realizou o trajeto da cidade australiana Darwin até o Reino Unido em 9 dias e 22 horas.

“Smithy” retomou os seus voos peculiares e em outubro de 1934 ele e o aviador P. G. Taylor voaram da Austrália até os Estados Unidos a bordo de um Lockheed Altair. O feito não gerou nenhuma oportunidade financeira. Desapontado, em novembro de 1935, Smith decidiu tentar quebrar novamente o recorde do voo entre o Reino Unido e a Austrália. Ele decolou para realizar o feito, mas em um dos trajetos desapareceu na Baía de Bengala, que está localizada ali na região da Índia, Myanmar, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia e Malásia.

Minucioso em seus planejamentos de voo, o herói australiano terminou sua vida assim, voando, se aventurando e desapareceu sem deixar rastros.

Hoje, o aeroporto internacional de Sydney o homenageia e leva o nome de Aeroporto Internacional Kingsford Smith.


  • Amelia Earhart

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Foto via History Channel

Pioneira e uma importante figura feminina na história da aviação, Amelia Mary Earhart teve uma trajetória repleta de feitos e aventuras. Nascida em Atchison, no Kansas, em 1897, Amelia desde pequena desafiou os papéis de gênero impostos pela sociedade e era jogadora de basquete, além de ter feito um curso de manutenção de carros. Tarefas e atividades que naquela época eram predominantemente masculinas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, ela atuou em Toronto, no Canadá, como enfermeira e começou a observar os pousos e decolagens no Aeroporto em que trabalhava. Ela voou pela primeira vez, como passageira, em 1920, na Califórnia, com o piloto Frank Hawks, que se tornou conhecido após o conflito global.

No ano seguinte, Amelia iniciou suas aulas de voo com uma instrutora, Neta Snook. Para conseguir pagar as aulas, ela trabalhou na empresa Los Angeles Telephone Company e ainda em 1921 comprou o seu primeiro avião, o qual foi apelidado de “the Canary“, por ser todo amarelo. Em dezembro daquele ano, ela obteve a sua licença de piloto e logo já estava se apresentando no Sierra Airdrome, em Pasadena.

Começava aí uma curta carreira, mas marcada por diversos recordes. Em 1922, ela se tornou a primeira mulher a realizar um voo acima dos 14 mil pés e em 1932 cruzou o Oceano Atlântico sem escalas, passando a ser a primeira mulher a conquistar o feito (segunda pessoa depois de Charles Lindbergh). Ela decolou no dia 20 de maio de 1932 de Newfoundland, no Canadá, em um Lockheed Vega 5B e pousou no dia seguinte em Londonderry, no norte da Irlanda.

Quando retornou aos Estados Unidos, Amelia foi recebida com prêmios e celebrações. Ainda em 1932, ela realizou um voo sem paradas entre Los Angeles e Newark, onde pousou 19 horas depois. Ela foi a primeira mulher a conquistar o feito. Em 1935, a aviadora voou do Havaí para os Estados Unidos (mainland) e foi a primeira pessoa na história a fazer o trajeto sozinha.

Presente e ativa na causa, Amelia sempre trabalhou para promover oportunidades para mulheres na aviação, que era dominada por homens. Ela ajudou a fundar a instituição Ninety-Nines, uma organização voltada para a formação de mulheres pilotos. Naquela época, ela se tornou presidente da instituição, que existe até hoje e representa aviadoras de 44 países.

Em 1937, a aviadora iniciou sua Volta ao Mundo. No dia 1° de junho daquele ano, Amelia decolou de Oakland, na Califórnia, a bordo de um bimotor Lockheed 10E Electra, acompanhada do navegador Fred Noonan. Eles voaram até Miami, na Flórida, e depois para América do Sul, de onde cruzaram o Atlântico até a África. Posteriormente seguiram até a costa leste da Índia e Sul da Ásia. No dia 29 de junho de 1937, a dupla pousou na Papua e Nova Guiné completando 22 mil milhas voadas. Ainda faltavam 7 mil para o regresso até Oakland, onde jamais chegariam.

No dia 2 de julho, Amelia e Fred Noonan decolaram da ilha de Howland e desapareceram no vasto Oceano Pacífico. Buscas pela dupla foram iniciadas, mas jamais os encontraram. Vestígios com sapatos, ossadas, equipamentos de navegação e até uma garrafa de uma bebida que Amelia costumava beber, foram encontrados em uma ilha desabitada no Pacífico, mas nunca houve 100% de confirmação que de fato seriam de Amelia e Fred Noonan.

Atualmente, o aeroporto de Atchison, cidade em que ela nasceu, a homenageia e se chama Amelia Earhart Airport. Amelia também recebe diversas homenagens até hoje e é lembrada como um dos principais símbolos e figuras femininas na aviação.


  • Gago Coutinho

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Gago Coutinho à esquerda. Foto via Diário do Rio

Geógrafo, historiador e navegador, Carlos Viegas Gago Coutinho foi um dos pioneiros na aviação portuguesa. Nascido no dia 17 de fevereiro de 1969, em Portugal, Gago Coutinho nasceu em um tempo onde os aviões ainda não existiam.

Ele passou a servir a Marinha portuguesa, onde foi sucessivamente promovido até se tornar almirante. Como geógrafo, Coutinho cartografou Timor, Niassa, Congo, Zambézia, Barotze e São Tomé e Príncipe, tendo assinado também diversos outros trabalhos na área da geografia, da navegação, da história náutica e dos descobrimentos.

Gago Coutinho foi um dos pioneiros da aviação portuguesa, tendo desenvolvido o sextante de horizonte artificial, um sistema de navegação aérea que está presente nas aeronaves até os dias de hoje e, conjuntamente com o capitão-tenente Artur de Sacadura Freire Cabral, inventou ainda um “corretor de rumos”, que compensava o desvio causado pelo vento. Estes instrumentos foram testados com sucesso, na primeira travessia aérea Lisboa-Funchal, realizada pela dupla no dia 22 de março de 1921, no hidroavião Felixtowe F-3.

Este voo foi o ensaio para uma travessia ainda mais destemida, que ambos os oficiais da Marinha Portuguesa realizariam e que foi um marco na história da aviação portuguesa (e mundial): a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidroavião Fairey III D Mkll, batizado “Lusitânia”. A viagem, com destino ao Rio de Janeiro, era em comemoração ao centenário da independência do Brasil, e foi iniciada em Lisboa, a 30 de março de 1922.

Até a Cidade Maravilhosa, eles fizeram escalas em Las Palmas, São Vicente, Porto Praia, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro e Vitória. Essa foi a primeira travessia do Atlântico Sul realizada na história.

Por conta do feito, Gago Coutinho foi amplamente reconhecido e foi promovido a contra-almirante na Marinha portuguesa.

Ele deixou a vida militar em 1939 e em 1954 foi convidado pela TAP para um voo experimental até o Rio de Janeiro a bordo de um Douglas DC-4.

Gago Coutinho também foi uma figura importante para a História Náutica, tendo publicado e contribuído com diversos trabalhos geográficos e históricos. Ele faleceu um dia após completar 90 anos e foi sepultado em Lisboa, deixando um legado para a aviação, navegação e para a geografia.

  • Alberto Santos-Dumont

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Nascido no dia 20 de julho de 1873, em Minas Gerais, o brasileiro Alberto Santos-Dumont, conhecido como Pai da Aviação, não poderia ficar de fora desta lista.

Dumont mudou-se para o estado de São Paulo, ainda quando criança, junto com sua família, que havia comprado terras no interior para o cultivo de café, que na época era uma das atividades mais lucrativas da região. Durante sua infância, Dumont tinha interesse por literatura e também se interessava pelas estradas de ferro que seu pai havia construído na fazenda em que moravam.

Em 1890, a vida de Santos-Dumont passou por algumas mudanças por conta de questões relacionadas à saúde de seu pai, que havia sofrido um acidente. Impossibilitado de administrar a fazenda, Henrique Dumont, pai de Santos-Dumont, decidiu vender as terras para buscar tratamento na Europa. Em 1981, Santos-Dumont e parte de seus familiares embarcaram para Paris, no auge da Belle Époque, período de euforia para os franceses por conta do progresso tecnocientífico.

Na França, Dumont encontrou as condições para poder desenvolver suas habilidades científicas e começou a demonstrar interesse na elaboração de dirigíveis e balões, mas por conta de questões financeiras devido à saúde de seu pai, esse plano foi pausado temporariamente e Santos-Dumont dedicou-se a estudos de motores de combustão interna. Isso o levou a comprar um carro da Peugeot e no final de 1891, voltou ao Brasil com sua família, trazendo consigo o carro. Isso fez dele o primeiro homem a dirigir um carro no país.

Enquanto no Brasil, Dumont recebeu a herança de seu pai e depois regressou a Paris. Lá começou sua trajetória como um dos grandes nomes da aeronáutica e aviação.

Em 1897, Santos-Dumont iniciou seus primeiros testes no ramo da aeronáutica e passou a dedicar sua vida à produção de dirigíveis e posteriormente de aviões. O primeiro dirigível, construído em 1898, acabou funcionando em sua terceira tentativa. Anos mais tarde, em 1901, o inventor conquistou um prêmio por conta de um de seus dirigíveis. Ele conseguiu atingir o feito ao voar sobre Paris por 30 minutos e ganhou 129 mil francos pela conquista. Metade do prêmio ele deu para a equipe que auxiliou na construção do dirigível e a outra metade ele distribuiu entre pessoas pobres pela capital francesa.

Dumont chegou a desenvolver outros dirigíveis e também fazia passeios sobre Paris. Naqueles tempos, ele era uma das pessoas mais conhecidas da cidade. Mas foi em 1905, que ele começou a desenvolver o projeto de testes para uma aeronave que fosse mais pesada que o ar.

Desses projetos surgiu o 14-Bis, que de início era um aeroplano construído junto ao Balão 14. O objetivo de Santos Dumont com o projeto era que o dirigível reduzisse o peso do aeroplano, facilitando assim a sua decolagem.

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Foto via Adslatin

O primeiro teste foi feito em julho de 1906, ainda conectado ao balão e no mês seguinte o 14-Bis ganhou o design pelo qual ficou conhecido. Novos testes foram iniciados, mas foi no dia 23 de outubro de 1906, há exatos 116 anos, que o voo histórico aconteceu.

No campo de Bagatelle, em Paris, Santos-Dumont decolou com o 14-Bis, também conhecido como Oiseau de Proie II, e percorreu uma distância de 60 metros, em 7 segundos, a 2 metros de altitude. O feito foi acompanhado por milhares de pessoas. Decolava aí a primeira aeronave da história movida por meios próprios. O pouso brusco acabou por danificar as rodas.

Em 12 de novembro do mesmo ano, utilizando a terceira versão do 14-Bis, Santos Dumont saiu do chão novamente e bateu novamente o seu recorde, percorrendo agora 220 metros de distância.

Começava aí a longa e incrível história da aviação, que deu origem a milhares de aviadores e aventureiros. Hoje, o mundo é conectado pelos ares, voos que no passado eram desafiadores, como por exemplo de Nova York a Paris, que Lindbergh demorou mais de 33 horas para realizar, são feitos em 8 horas a bordo de modernos jatos como o Airbus A350 ou o Boeing 787. A aviação se modificou e se modernizou ao longo destes 117 anos desde a primeira decolagem de Alberto Santos-Dumont, o Pai da Aviação! Parabéns a todos os aviadores pelo seu dia.

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