PP-CJM: o único Mad Dog brasileiro

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PP-CJM: o único Mad Dog brasileiro
Foto: Arquivo Flap

A família MD-80 surgiu no mercado a partir do sucesso dos DC-9 e foi uma aposta da McDonnell Douglas para concorrer com a então nova geração dos Boeing 737 e, posteriormente, com os A320.

O primeiro voo do modelo, que foi na versão MD-81, ocorreu em 18 de outubro de 1979, e Swissair foi a cliente lançadora do modelo com a chegada do HB-INC, em setembro de 1980.

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Foto: Acervo Flap

Apelidados de Mad Dog, os jatos da McDonnell Douglas se espalharam pelo mundo e conquistaram clientes em diversos países, como Argentina, Colômbia, Venezuela, Espanha, África do Sul, Coreia do Sul, Japão, China, Itália, México, entre muitos outros, e fizeram muito sucesso em seu país natal, os Estados Unidos. No Brasil, não considerando operações de empresas estrangeiras, a família MD-80 teve uma presença praticamente nula e somente uma companhia aérea brasileira operou com o bimotor e por pouquíssimo tempo. Estamos falando da Cruzeiro, que na época já era controlada pela Varig.

Naquele tempo, era comum o empréstimo de aeronaves por parte dos fabricantes às empresas aéreas, visando realizar testes com o produto. Em 1982, a McDonnell Douglas ofereceu um MD-82 em caráter de teste à Varig e a companhia decidiu incorporá-lo por meio da Cruzeiro.

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PP-CJM ainda com a matrícula americana N1005V

Matriculado como PP-CJM, o bimotor chegou ao Brasil em dezembro de 1982, nas cores da Cruzeiro, mas como ele seria entregue futuramente à Aeroméxico, a parte superior da fuselagem também estava em metal polido, se diferenciando assim do restante da frota da companhia. O Super 80 estava configurado com 155 assentos e foi visto em aeroportos brasileiros, como Congonhas, Recife, Fortaleza, Manaus, Brasília, Porto Alegre, entre outros, e chegou também a cumprir voos para Buenos Aires. Contudo, sua permanência na Cruzeiro foi curta e, em março de 1983, o MD-82 deixou o Brasil e foi incorporado pela Aeroméxico como N505MD em dezembro daquele ano.

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Foto: Arquivo Flap

A aérea brasileira aprovou o desempenho do jato e decidiu encomendar seis unidades junto à McDonnell Douglas, porém, variações cambiais tornaram o negócio inviável e o plano foi desfeito. Posteriormente, nenhuma outra empresa aérea brasileira chegou a voar com jatos da família MD-80, nem com os projetos que surgiram adiante: MD-90 e Boeing 717. No entanto, os Mad Dogs, durante bons anos, foram figuras comuns no Brasil em operações de empresas argentinas como a Andes, Aerolíneas Argentinas, Austral, Dinar, LEAL, ou também da Air Aruba e BWIA.

A aparição mais recente de um MD-80 no Brasil foi em maio deste ano em Manaus e no Rio de Janeiro. A operação fretada foi operada por um MD-88 da venezuelana Rutaca Airlines.

O PP-CJM voou até 2006 na Aeroméxico, não conseguiu um novo operador, e acabou sendo desmontado.

Relembre: a breve operação da Spanair no Brasil

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Uma resposta

  1. Esta edição da Flap me impactou duplamente: primeiro pelo fato da Cruzeiro estar analisando a compra do então DC-9 Super 80 e segundo pela reportagem da Eclipse Maquetes, que possibilitou eu iniciar minha coleção de maquetes.

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