Aena assume o Aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do Brasil

Foto: Rodrigo Cozzato

O passageiro menos atento talvez nem tenha percebido, tamanha é a pressa de quem utiliza a aviação como meio de transporte, principalmente em uma terça-feira cinzenta e chuvosa na capital paulista. Mas desde a meia-noite de hoje (17/10), a espanhola Aena comanda o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, o segundo mais movimentado do país.

Em 2019, antes da pandemia, 22 milhões de passageiros passaram por lá. No ano passado, foram 17,7 milhões, e até agosto deste ano, 14,1 milhões. Ele tem a segunda ponte aérea mais movimentada em número de assentos ofertados na América Latina e é o terceiro mais conectado domesticamente no continente.

Mas administrar um aeroporto com esses números será um desafio enorme. Isso porque serão diversas etapas de obras de melhoria, e que acontecerão enquanto pousos e decolagens seguem a todo vapor.

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Foto: Rodrigo Cozzato

Hoje, apenas balcões e painéis de informações ostentavam o logotipo da Aena, a primeira mudança visível na prática. Mas o local passará por reformas na fachada, nas vias de acesso para carros e ônibus, em pontos de parada de táxi e carros por aplicativo, banheiros e sinalizações. E algumas partes do aeroporto receberão intervenção mínima por serem tombados como patrimônio público.

Mas a mudança mais aguardada será mesmo o novo terminal, que deverá ficar pronto em meados de 2028 e que terá pelo menos novas 20 pontes de embarque, responsáveis por embarcar e desembarcar 70% dos passageiros movimentados. Os outros 30% usarão os embarques remotos, feitos por ônibus.

Outro desafio será conectar o aeroporto à linha 17 do Metrô, trem suspenso que deveria ter sido entregue pelo governo paulista durante a Copa do Mundo de 2014 e que ainda não está pronto.

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Foto: Rodrigo Cozzato

De imediato, as mudanças ocorrem apenas nos bastidores. A Aena contratou quase 200 funcionários apenas para Congonhas, que passaram por quase dois meses de treinamentos durante o período de transição. As obras mesmo, que deverão ser realizadas com o menor impacto possível para os passageiros e para o entorno do aeroporto, só começam no segundo semestre do ano que vem.

Outros aeroportos

A Aena já administra os aeroportos de Uberlândia (MG), Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoal (PB), Aracaju (SE), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE). Até o fim de novembro, ainda assumirá os terminais de Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Uberaba (MG), Montes Claros (MG), Marabá (PA), Carajás (PA), Santarém (PA) e Altamira (PA).

Ao todo são 17 aeroportos, responsáveis por 20% do tráfego aéreo nacional. Eles foram arrematados na sétima rodada de concessões, em agosto do ano passado, com lance único de R$ 2,4 bilhões.

Congonhas foi inaugurado em 1936, e o primeiro voo operado foi para o Rio de Janeiro. Quase noventa anos depois, e também para a posteridade, um voo da Gol, procedente de Recife, pousou às 6h03, iniciando a nova fase do terminal paulistano.

Até o meio-dia de hoje, Congonhas operava normalmente, a despeito da forte chuva que caía sobre São Paulo, com 95% de índice de pontualidade.

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