A Boeing realizou neste mês a cerimônia de início das obras de expansão de sua unidade Boeing South Carolina (BSC), sede do programa 787 Dreamliner. A partir de 2026, o local deverá aumentar sua taxa de produção para 10 aeronaves por mês. A nova expansão permitirá que a fábrica acompanhe o ritmo da forte demanda global pelo 787.
No fim de 2024, a Boeing havia anunciado planos para expandir e modernizar suas instalações próximas ao Aeroporto Internacional de Charleston e em um segundo campus. A empresa está investindo mais de US$1 bilhão nesse programa de infraestrutura e prevê criar mais de 1.000 novos empregos nos próximos cinco anos. A expansão incluirá:
- Um novo prédio de montagem final, com dimensões semelhantes ao atual (cerca de 110 mil m²) que abrigará posições de montagem, áreas de apoio à produção e escritórios;
- Um espaço para preparação de peças, uma instalação de pintura da empenagem vertical, áreas adicionais de Flight Line e outras melhorias no campus do aeroporto;
- Expansões no Interiors Responsibility Center, onde são produzidos muitos dos componentes internos do 787.
A ampliação deve empregar mais de 2.500 pessoas, somando mais de 6,2 milhões de horas de trabalho, conduzidas pela joint venture entre a HITT Contracting e a BE&K Building Group.
Atualmente, 90 clientes ao redor do mundo já encomendaram mais de 2.250 aeronaves da família 787 Dreamliner, o jato de fuselagem larga mais vendido da história.
Após mais de 1.200 entregas, a carteira de pedidos do 787 se mantém próxima de 1.000 aeronaves, incluindo mais de 300 novos pedidos apenas neste ano. Segundo a Perspectiva de Mercado de Aviação Comercial (Commercial Market Outlook – CMO) da Boeing, o setor de aviação comercial deverá demandar mais de 7.800 novas aeronaves de fuselagem larga nas próximas duas décadas.



