Após anos sem ter uma operadora no Brasil, o A300 voltou aos céus do país em 2016. A responsável pela sobrevida do modelo em território brasileiro foi a Sterna Linhas Aéreas.
A companhia surgiu a partir de uma iniciativa de um grupo espanhol e, inicialmente, a ideia era ter sede no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais/Curitiba. Em 2012, a então nova empresa solicitou autorização à ANAC para operar no transporte aéreo de passageiros e carga e tal autorização foi concedida em 2014. Para iniciar suas operações, um Boeing 737-300 chegou a ser trazido ao Brasil em 2014, mas o plano com o jato não foi para frente.
Meses mais tarde, a Sterna ressurgiu como Sterna Cargo, definiu Brasília como sua sede e escolheu uma aeronave histórica da Airbus para suas operações: um A300B4. Matriculado como PR-STN, o bimotor havia voado anteriormente em empresas como a Pan Am, Ladeco, Pegasus, DHL Aviation, entre outras, e possuía 32 anos de operação.
A aeronave chegou ao Brasil por Curitiba, onde foi nacionalizada, no terceiro trimestre de 2015 e os voos foram iniciados no começo de 2016, operando linhas da Rede Postal Noturna (RPN) em rotas como Guarulhos-Porto Alegre, Salvador-Recife, Guarulhos-Salvador, Salvador-Rio de Janeiro, Brasília-Rio de Janeiro, Guarulhos-Recife, entre outras rotas.

No dia 21 de outubro de 2016, tudo foi por água abaixo. Concluindo o voo 9302 de Guarulhos pra Recife, o trem de pouso dianteiro do PR-STN colapsou durante o pouso na capital pernambucana e o jato saiu da pista. Os tripulantes saíram ilesos da ocorrência, mas o A300 não: ele jamais voltou a voar.
Ao longo dos meses em atividade, a Sterna realizou 240 voos e transportou 2.356.276 kg de carga, de acordo com os dados da Anac. Após o acidente, surgiram rumores de que a empresa voltaria a voar e com o Boeing 727, no entanto, nada foi concretizado.
A Sterna foi a última operadora do A300 no Brasil e o PR-STN até hoje está em Recife.




